quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Um vezes zero

Se mil verões vivesse

E em mil não te tivera

Mil escolheria não te saber

Saborear



Porque que em mil noites de inverno

Mil vezes não podera

Dar te calor, 

em forma de abraço 

Eterno



Onde por mil longas tardes de primavera

Mil beijos não te dera

Casando futuro

nesse gentil

Sorriso




Pois de mil outonos

Mil serão esquecidos

Pois de folhas secas

Já se encontra

Este mundo cheio

Esmola

            Efemeras

        E sonoras

Essas sandálias pálidas a lua

            Uivadas ao vento

        Mitigadas no tempo

     Abandonadas numa rua, 

  Sem nome. 


             Passados

         Guerreiros do sistema

      Chamam-lhe precalços 

A sociedade que os condena


          Perdidos e sem alento

      Fantasmas eternos

               Esquecidos

   Poças derrotadas

              Trovantes antigos

    Descalços mendigos 





terça-feira, 8 de setembro de 2020

Ao canto com orelhas de burro

Vamos ter uma conversa séria, em tons de por-do-sol

Daquelas rudes e directas, cruas e abertas

os dois de castigo, um  diz que não mente, outro julga que sente


Uma conversa deveras real, igual a hallowen no carnaval

Um conduz à esperança, outro força mudança

Um espera o hábito, outro procura ser árbitro


Aquela chapada da mente confiscada, pela emoção prolongada 

Génio da consequência, loucura e demência

Carrasco sem juiz, gasto quadro, novo giz


Em seriedade se banha a razão

e nesta efemeridade, a tensão

conformando-se com a decisão

de um nascer do sol em comunhão

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Petiscos

 Suspiro a chuva

Porque não te tornas tempestade?

Num susurro, quente brisa 

Roubaram lhe a liberdade

Ah... Desvaneios da idade? 

Não! Fugiu C a saudade! 


Cura essa ressaca! 

Ganha cor nessa esfera opaca! 

Raro especime "malaka" 

Raro bicho suricata! 


Suspiro a tempestade 

"pq n te converters tornado?" 

Num grito, anarquisado

"sou impulso, antes algemado" 

Ah! Crês te forcado? 

Sim! Rujo encarnado! 


Em todo o destino

Completa ironia

Onde a noite, agora dia

Onde basta "eu" companhia




quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Fingir ser poeta nao e dificìl

Chuta-me um tema
faço-te um rap do bairro 
rimo com qualquer problema 
palavras estrabicas num poema 

 Falemos do covid 
da Gertudes e do David 
da cota que morreu 
do puto que ainda nao apendeu 

Falemos do Putin 
do que renova termos sem fim 
do que envenena a oposiçao
sem receio, vergonha ou razao 

Falemos dos senhores que poluem 
mares, florestas e concluem 
que ganhos superam valores
que lucros conquistam as dores 

Falemos da extinçao em massa 
Tal conceito nos ultrapassa 
deste cometa implacavel 
deste "exterminador" insaciavel 

Falemos, discutamos, mas sem nada fazer 
"Posts" e preces malditas 
"likes" nova linguagem 
"um fixe" por uma imagem

Ontem saltei

Adormeço sorrindo 
pois abri novamente pandora 
e na enorme transgressao que me tornei 
os..transpirei 

 Adormeço tremendo 
pois cantei a pandora 
ecos de outrora 
jazem hoje... la fora 

 Adormeço filosofando 
pois abraço pandora 
abrindo buraco de outra hora 
è agora... furor 

Sou espirito livre 
Sou espirito rompante 
Sou Jenga sem peças 
Sou torre gigante 

Sou carpe diem 
Sou Clube dos poetas mortos 
Sou borboleta Furacao
Sou lado oposto, A razao 

Conta-me tu que te tornas-te
tambèm abriste a caixa? 
Tambèm pela inteligência bifurcas-te? 

Ou comum falacia 
cantiga antiga
crês te acàcia?
Ou eucalipto social 
erva daninha desse imenso matagal?

"Mais uma moedinha, mais uma voltinha"

Nesta profunda falesia da mente humana 
da vida mudana 
nesta corcunda amnesia da espiral filisofica 
da dança melodica 

somos erro revolto, espirito oco 
giradiscos reescrito 
bem estar material 
falso estar maldito 

aquela droga que nao preescreve 
aquele vicio de acumular 
aquele deturpar da moral

terça-feira, 16 de abril de 2013

Realidade

Presente verdade, Passada realidade. Nunca o é, constante exata, Constata o espelho, já foi. Adaptam-se costumes, mudam-se hábitos. metamorfose estrume, provérbios ditos. Alteras o vislumbre conforme agrado, Alteras imagem conforme a tua volta agregado, Alteras posse conforme presente Alteras afazeres conforme a falácia que és crente. fazem-se paralelos os planos, semelhantes palavras, simbiose de paralelos estranhos, tão intrinsecamente tocados. Pois tudo o que foi já não o é, e o que é nunca mais será, a evolução do ser (e da eterna busca de prazer), para um perfeccionista espelho meu, peso, no melhor que o teu. E da brisa vem o tornado, emaranhado, congestionando a saida, do que é ser miragem em espelho de água. Ténue... calmo.. escuro.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Ola essência

16/12/2011
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23/02/12
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27/02/2012

.... Ser depois não é copiar..não é só porque fica bem... é porque mereces
...e sim
..estou a pensar em ti

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Memória Interesseira

Tenho uma memória interesseira
Só se lembra do que bem lhe faz
Para mim coisas boas, 
para outros somente más. 

Tenho uma memória interesseira 
reprime o esforço 
cinge-se á preguiça 
Foge do intrincado 
finge-se justiça 

Tenho uma memória interesseira, 
rebolando encosta abaixo 
colhendo mel 
repugnando fel 

Tenho uma memória interesseira 
Resvala por vales de caruma 
atirando ovos á janela 
de quem laça cinto sem fivela. 

Tenho uma memória interessante, 
jamais consciência a tateou, 
Franca força incessante 
Ingénuo egoista trovante

Balança de signo

já não sou virgem

já morri,
já vivi,
já Sofri,
já sorri.

já não sou virgem
Já tropecei e levantei...
já corri,
já saltei,
já pisei lama,
já me afundei.

já não sou virgem
Já sei quanto dói,
já sei o quanto não dói,
já sei quando desligar,
já sei quando devo ligar.

já não sou virgem
Já sei ser confuso,
já sei esconder-me do real,
já tenho o meu mundo,
Já sei o quão próprio é meu matagal.

já não sou virgem
Já sei ser parvo,
já sei ser egoísta,
já sei ser cabrão,
já sei ser Poli...teista

já não sou virgem
Já sei quando me quebrar,
já sei quando me calar,
já sei quando me atirar,
já sei quando abraçar.

Sou balança....
Não sei quando já não sei o que saber...
quando me apanham,
quando me acalentam,
quando me estranham,
quando me abraçam.

Sou... o que sou?
Já não me sabia perder,
e por ti... perdi-me

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Conciso

Lanço dado sem vista ressaltar resultado,
salto avião sem para quedas armado.... sorrio

LOUCO!
Loucamente grito á audácia que em espelho me espelha...escondida...
Certeza sofrida, a dor recordada, o prazer retomado, a saída esquecida... perdida

Do incerto, da dúvida.....

Um toque agridoce... uma frangância querida... Natural...simples

Quando o saber sabe certo o colher sabor sensação... da essencia
Um semelhante estranho sentir.... terno quente calor... não se explica... não se quer exprimir

Um bater forte, Bate sentir, Bate fundo...sorrir a cair...

ARRISCA!

Jogando Todo, arriscar tão consciente... assusta...

Mas..... (Não há mas!)....mas... Nada, nada custa..

LOUCO!
Seria não saltar...
Louco seria!
Desejar não abraçar...

Sorrir sozinho sabe quase perfeito... amargo
Sorrir por alguem sabe cá dentro... no peito... doce

Hoje possuo essencia, hoje aqueço, hoje... pertenço!
Amanhã inexistente quando no agora sou rei!
Reino meu, reino teu...

Ateu de nascimento,
Fé do caminhar,
gelo da experiência,
Asteróide (num ápice, num mmento!)

Cometa da vontade, real, da verdade!
da ilusão, do alto preço,
Já mudei morada,
Já faço, crio, aconteço!

Estranha é vontade de não interessando porquê,
Lançar dados e saber resposta previa ser par...
Um...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cansaço

"O que há em mim é sobretudo cansaço -
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas -
Essas e o que falta nelas eternamente-;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito;
Há sem dúvida quem deseje o impossivel,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o impossivel,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não poder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e o nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah! com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremissimo cansaço,
Issimo, issimo, issimo,
Cansaço..."