sexta-feira, 1 de abril de 2011

Fim Do Dia (no Lado Quente Da Saudade)

Esperei-te no fim de um dia cansado
À mesa do café de sempre
O fumo, o calor e o mesmo quadro
Na parede já azul poente

Alguém me sorri do balcão corrido
Alguém que me faz sentir
Que há lugares que são pequenos abrigos
Para onde podemos sempre fugir

Da tarde tão fria há gente que chega
E toma um café apressado
E há os que entram com o olhar perdido
À procura do futuro no avesso do passado

O tempo endurece qualquer armadura
E às vezes custa arrancar
Muralhas erguidas à volta do peito
Que não deixam partir nem deixam chegar

O escuro lá fora incendeia as estrelas
As janelas, os olhares, as ruas
Cá dentro o calor conforta os sentidos
Num pequeno reflexo da lua

Enquanto espero percorro os sinais
Do que fomos que ainda resiste
As marcas deixadas na alma e na pele
Do que foi feliz e do que foi triste

Sabe bem voltar-te a ver
Sabe bem quando estás ao meu lado
Quando o tempo me esvazia
Sabe bem o teu braço fechado

E tudo o que me dás quando és
Guarida junto à tempestade
Os rumos para caminhar
No lado quente da saudade

segunda-feira, 21 de março de 2011

Os Lobos e Ninguém

"Cresceu nas pedras
Falou sozinho com a voz de relento
Soube do sabor da morte, da sorte e do vento.
Cresceu calado
Dormiu sozinho na terra batida
Marchou descalço no pó dos caminhos da vida.
Guardou os rebanhos dos lobos à chuva e ao frio
Suou tardes de terra dura na ponta do estio
Comeu do pão magro
Da magra soldada
Largou a enxada
Largou o noivado
Largou p´ra cidade mais perto
Para um pão mais certo.
Malhou no ferro
Abriu trincheiras, estradas.
Sonhou.
Andou no mato perdeu a infância.
Matou.
Marchou caldo
Dormiu sozinho na terra batida
Caiu descalço no pó dos caminhos da vida.
E os lobos lá longe.
E as asas de abutre sem cara.
E o medo na tarde, na farda, no corpo, na arma
Soldado na morte
Do mato no norte
Na sorte do vento
No fogo da terra
Nascido descalço
Crescido nas pedras
Dormido sozinho
No pó do caminho
Enxada
Pão magro
Relento
Soldado
Na ponta do estio.
E o medo na tarde
E os lobos lá longe.
E as asas de abutre sem cara."

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sempre para Sempre

"Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor da pele

Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão

Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado

Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue, bem quente

Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado

Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso

Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente

Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido

Há amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez

Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
É amor,
Sem amor

O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente

É acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre"

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

I

i am what i am
a dreamer of what i cannot be
i am what i am
a dreamer of what i cannot see

i am what i am
a follower of the my own path
i am what i am
a blooming flower waiting for the breath

i am what i want
and what i can be
i am what i want
a lonnier impression of me

i am what i want
and what i want is to become
i am what i want
and what i want is the reflexion to tame

i am my own wings
and wherever they learn to fly
i am my own wings
and may i soar on this wide open sky

i am my own wings
an hurricane, mine inside
i am my own wings
and may i roam through my tide

i am what i can feel
burning electricity on my mind
i am what i can feel
and what i cannot ill find

i am what i am
and what i am is only me
i am what i am
and only me is just fine

i am freedom of the spirit
I am peace of the mind
I am scatered pieces
I am fragments for you to bind

sábado, 4 de dezembro de 2010

Hoje apeteceme...

Pois hoje apeteceu-me escrever...
pois hoje apetece-me querer e desejar...

e agora... o desejo de acabar..
con infames pensamentos...
prefiro queimar, deixar a agua borbulhar e rebentar...
que deixar tais ideias fluirem para o comum ar..

ignorando o espelho

concluo....
quando olho para ti,
que não necessito de vocabulário gigante para te exprimir,
que não necessito de piadas inteligentes para rir,
que não necessito de muito pensar para deixar o rio fluir.

Sinto...
quando olho para ti,
Que não devo corroer estas aguilhardas que me prendem,
que não devo deixar este ninguem elevar-se num alguem,
que não devo tirar a barragem que suporta o incomum... o além...

Flutuo...
quando te dou a mão,
Que mantendo-me cativo em mim mesmo,
Que aprisionando o pensar,
Que c luvas e gorro pesado... não liberto o expressar...
e morro...

pouco a pouco, sofro,
agonia de já não saber em q confiar,
agonia de já não querer voar,
agonia de não o conseguir travar...

para sempre no limbo...

O fantasma politicamente correcto

Perece sem ser notado,
renasce novamente frustrado.
renasce em canto outunal,
uma breve miragem do se assemelha ao certo da moral.

Um ser inacabado ao mundo aberto,
Mascara-se em constante mundança
do q e ser Ser politicamente correcto.

Vagueia por mares e terras desconhecidas,
procurando não saber o quê,
escondendo-se em leguas previamente perdidas.

Pois perdido de inicio confunso no final,
Em questões triviais da vida,
o ignorante procurando a moral.

Não sabe nadar, não sabe o q é pescar,
não sabe como é matar, não pensa outros machucar.

Pensa para dentro... egoista
concentrando-se no seu proprio dialecto,
numa fala que ainda desconhece,
num andar conhecido que se mostra enganosamente incerto.

E perece, em inumeras duvidas,
seguindo para sempre a moral,
para sempre ofuscado por estranhas vidas,
para sempre fotografando o real...

e encontro-o aquando sozinho pareço estar,
qd me deixo transportar pelas vias da "modernice",
Autocarro é luz, a escuridão o metro,
centimetro a centimetro aproxima-se da mesquice,
do q para todo o resto é ser,
do q para todo é politicamente correcto...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Não é poema... não é lirica... somente um devaneio

Hoje acordei com um sorriso... um sorriso estranho de uma paz interior...um enorme paz interior...

faz-me lembrar o passado...

São momentos como este em que o grilo me obriga a gritar "Obrigado... a ti, a tu também... e a mim"...

Engraçado são as coicidências da vida...
Engraçado é este viver tremido...
Engraçado quando a falácia é pura verdade..

Engraçado viver o agora e o momento...

È bom... e por isso sorrio em paz..... =)

terça-feira, 1 de junho de 2010

eu fui...eu sou... eu serei

Sou eu... só e apenas eu...
Sou mar, da musica a nota, do tambor o rufar!
Sou luz, sou cinzento, da vela o fogo, alento a chama...

Sou ar, sou gaivota, águia, gaivão, sou liberdade, algo tipico da idade...
Sou jovem, sou correr, sou imagem sinistra, tenebrosa (a meu ver)

Sou comum raro, sou noite e dia, sou cantiga, sou brincadeira, sem nunca conseguir o q queria...

sou....alguem

terça-feira, 4 de maio de 2010

Dia Mau

"Não quis guardá-lo para mim
E com a dimensão da dor
Legitimar o fim
Eu dei
Mas foi para mostrar
Não havendo amor de volta
Nada impede a fonte de secar
Mas tanto pior
E quem sou eu para te ensinar agora
A ver o lado claro de um dia mau
Eu sei
A tua vida foi
Marcada pela dor de não saber aonde dói
Mas vendo bem
Não houve à luz do dia
Quem não tenha provado
O travo amargo da melancolia
E então rapaz,
Então porquê a raiva se a culpa não é minha
Serão efeitos secundários da poesia
Mas para quê gastar o meu tempo
A ver se aperto a tua mão
Eu tenho andado a pensar em nós
Já que os teus pés não descolam do chão
Dizes que eu dou só por gostar
Pois vou dar-te a provar
O travo amargo da solidão!
É só mais um dia mau."

By: Mafalda Mota (Ornatos Violeta)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Falácia do pecado

Crava-me tuas unhas infectadas!
cura-me doença com virus teu
Colhe pingo de sangue, doce, das veias maltradadas
lê-me a sentença de meu crime...
hoje fadista, hoje final de filme

Foram-se leguas de tanto pensar,
Em questoes da vida, em perguntas de morte
lubrificadas pelo errar de errar nest ciclone em meu mar
neste tornado de ma sorte...

amor... 1º no pódio
em 2º, semelhante....ódio

por isso confesso me poeta fatigado
por isso corro mais rapido e mais afastado (mais alterado)
do q nao e teu, do q nao te toca
quieto olho chave de tua porta.

Ignorando Eu, lanço-a fora,
embora eu voe em novo trajecto
pensando q não....
cravo vermelho deixa cicatriz em tao grandioso projecto
para sempre cravado em meu peito,
para sempre alterada palavra, riscado o dialecto
fina-se a canção, mostro-me imperfeito
restando para sempre amor, para sempre afecto...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Chaga

"Foi como entrar, foi como arder!
Para ti nem foi viver!
Foi mudar o mundo sem pensar em mim!

Mas o tempo até passou,
e és o que ele me ensinou:
uma chaga p'ra lembrar que há um fim!

Diz sem querer poupar meu corpo:
"Eu já não sei quem te abraçou."
Diz que eu não senti teu corpo sobre o meu!
Quando eu cair eu espero ao menos que olhes para trás!
Diz que nao te afastas de algo que é também teu!

Não vai haver um novo amor,
tao capaz e tao maior,
para mim será melhor assim!
Vê como eu quero e vou tentar,
sem matar o nosso amor,
não achar que o mundo é feito para nós...

Foi como entrar, foi como arder!
Para ti nem foi viver!
Foi mudar o mundo sem pensar em mim!

Mas o tempo até passou,
e és o que ele me ensinou:
uma chaga p'ra lembrar que há um fim!

Uma chaga p'ra lembrar que há um fim.."

By: Mafalta Mota (Ornatos Violeta)

thoughts

I know why you say its all fine
 i know why you scream while you drown yourself in cocktails and wine 

 i know why you appear to play fair and square
 i know why you play as if you just don't care
 I know why you just seem never to fall apart

i know why you believe the world is your stage, 
now beggining of the 3rd act 

 i know why you just cant take it anymore
 i know why you hide yourself, 
your emotion deep in your core... 

 Simply as i planned, 
you sink 
Just as i write you try, 
with the image to synch... 

just as i try to float, 
you write 
my sins 
carved deeply into my throat... 
Take the breath... 
take the smile... 
take the voice... away