sábado, 27 de fevereiro de 2010

.....

....e ardem... de icarus...as asas de cera....

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Regresso - Parte I

Volto ao baile de verão...
Á outrora doce canção.... embala-me levemente...
Espelha-se o desespero! Miro a ilusão...
Sendo cinza, apago a vela...envolve-me escuridão!
levitar, sem ninguem reparar, assim só, assim triste tristemente!

estremeço perante gigante vazio vislumbre da tela,
Ideias, esperança, pincel no chão, oco coração...
não escrevo, não pinto... soletro, rabisco, da verdade a solidão...

asas quebradas, afundo...
neste evareste, caminho carregando a canoa...
tropeço! caio pelo esquecimento do nada que sou, do tudo que o "eu" se provou...

de olhos molhados corro!
Pois em chuva ácida passo despercebido...
(e me queimo em poluição de mim para mim!)
como um qualquer ninguem.... exasperando uma luz no além...

rasgo, amachuco o papel de rabiscos, calco-o fundo...junto a tantos outros..
nenhum, nunca, jamais comunhão gémea alma...outrora....outrora quase que perfeito...
recuso destino certo! sabendo a partida o buraco em que caio na chegada!
sofro...sem chama...apagada

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Mais uns dias.... Menos umas noites

Agora a torre desaba,
perante um olhar revestido de gotas salgadas como o mar.

Agora a campainha toca,
soando o ultimo adeus.

Agora a gaivota entoa o canto noutro local,
noutra árvore, noutro pedestral.

Agora o lobo uiva á lua que se foi,
um hino triste e amargo,
um grito que aclama algo cujo nome é desconhecido.

O que chamar quando a ausência de nome torna tentativas em falhas?
Não deves mais chamar quando a chama que ardia tão selvagicamente se apaga....
lentamente...

Levando com ela o que outrora certeza de belo esplendor ser.
Deixando somente cinzas, restos intangiveis espostos em terreno aberto para todo mundo ver.
Restias de fuligem fingem a quem não conhece igual.
Mas igual torna-se em espectro diferente e diferente em espelho do estranho.

Agora a criatura parte em busca desse espelho do real...
Agora o barco parte, deixando um rasto de lodo e pensamentos intrisecos levados por uma quente brisa matinal....

domingo, 14 de dezembro de 2008

Visto ao espelho...

Ventos mirabolantes erguem-se contra ti,
Neste esquema mesquinho, vida...
Onde o tempo é dono e senhor...

Contratos aos quais este tempo não paga..
Penhor de reembolso falivel,
Ladrão de coração...
Restando apenas jackpot impossivel.
O qual raros são os que se atrevem nele arriscar.

Num oceano de piratas de engano onde traição é o prato do dia,
juntamente com uma pitada de mentira e desilusão,
o jogo tradicional...

Criada a própria ilusão navegas com 180 graus de erro...
Onde continuas para bem longe...
Onde patas enlameadas te arrastam para o fundo,
Onde a areia movediça na qual te enterras... é gerada comente por ti!

Fazes-te mal! A maior falha és tu!
Qual rochedo,
qual estátua tão pormenorizadamente talhada.
Onde algo tão simples como água instantes breves após penetrar quebra a mais dura das carapaças, agora inanimada...

Partido e espalhado pelo deserto encontram-se cinzas de alguém...

Esperar pelo dia em que chuva e sol que te façam uma noite regressar,
erguer e gritar à lua cheia (de desespero)
e aclamar para que tudo se possa maravilhar e enojar com o que te faz mover!
Com o que te faz viver!

A este arco-íris de lágrimas,
a este espectro de promessas poucos são os que optam por seguir
e descobrir que no fim apenas se encontra algo de sublimes intenções...
E descobrir aqela coloração tão magnifica que se estende pelas longas planicies do caracter que pensas todo o dia reconhecer... toda a noite ver...

O azul...

Falhaste o momento,
(Agora cai no infinito buraco do esquecimento!
Agora...Aguento!)
Epifania que surge tarde de mais...

Aquela melodiosa voz que te ecoa no tímpano?
Aquela que deixaste escoar pelo cano temporal,
qual fumo que se dissolve céu acima,
qual engodo que te leva em direcção ao anzol...
o qual mordes sabendo que com efémera felicidade vem eterna e obscura realidade!

domingo, 7 de dezembro de 2008

"Entre-linhas"

Não compreendo... o que "te" faz tão falsamente sorrir...

Há muito que deixei de perceber... como "alguém" te mente "sem querer"

Não percebo... como "és" assim só porque "alguém" o deseja

Não entendo... o que "te" leva a continuar com essa palavra vazia e oca na boca

Não quero saber... aquilo que "te" impele a tal

Tenho raiva de quem saiba... o que "te" faz pensar que a "eles" não és igual

Vou fugir... da "tua" vida estereotipada de ilusões

Vou escapar... a essas confusões de barões de que "é bom e giro e tá na moda ser assim... porque sim... porque ele assim o é..."

Foge antes "tu"... (eu já cá estava e não vou mudar)... a essa visão "altruísta" de vida que apelidas de magnifica utopia...

Há muito que me escapuli... Quero apenas e só a Minha vida sombria e fria... quente e confortável... minha e "Só" minha... Não essa suposta fuinha amigavel!

Não quero...
Não mais saber...
O porquê destas questões...
O porquê de "todos" pregarem a mesma cantiga e criticarem "quem" dessa teia se tenta soltar e gritar!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Perdido

Olhar no espelho
E descobrir quem é essa pessoa nova no otro lado...

Olhar no espelho
E não saber quem sou...

Olhar no espelho
E reparar cada parte de mim que se esvanesseu... bocado a bocado...

Olhar no espelho
E sentir tanta mudança "Para onde será que esse alguem voo?"...

Olhar no espelho
E ver miragem de outrora...

Olhar no espelho
E reparar que esse ente querido está ferido e perdido...

Olhar no espelho
E sentir-me levar pela brisa carregada de falsidade

Olhar no espelho
E sentir o poder da sociedade mudana arpoveitar-se de mim....

Esse olhar no espelho....
Foi-se! quem será que o apagou?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Saudade...

Saudade,
De ter o que tive,
De possuir o que possuir pareço querer,
De possuir o que um dia meu foi,
Ou quem sabe um dia meu me pareceu ser...

Saudade,
De ser quem era,
De ser como era,
De ser a luz no escuro,
Ou negrume que certo dia pensava ser puro...

Saudade,
De sentir o que senti,
De ser tudo azul profundo,
De ser tudo equilibrio perfeito,
Ou só e apenas á minha maneira imperfeito...

Saudade,
De olhar-me no espelho e reconhecer a "mim"...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Meio Segundo...Hora e meia

Acordar!

10,

Mundo Bizarro,
Miragem do Infinito.
Passeio de granito!
Corredores de barro,
Cores impossiveis(me rodeiam).

9,

Fantasmas do espirito que olhares semeiam,
Sentes-te só,
só e pela solidão coberto
Ausência completa de alguém por perto.

8,

A par e passo,
um de cada vez.
Não sentes, somente vês... mal e distorcido!
Pois tal neblina desce sobre ti,
Pois tal adrenalida nasce de dentro de ti.
Turva o olho,
Aparentas-te como que amortecido,
Aparentas-te como que perdido!

7,

Pairar no limbo,
Fundem-se consciência e imaginação,
Contentas-te!
Desabrochas á ilusão!

6,

Algo imaginas!
Algo á tua dianteira acontece!
Aproximas-te!
Algo por lá permanece...

5,

Supor que é reflexo,
de gota...
De brinco..
De algo sem nenhum nexo!

4,

Por instantes miras semblante de algo esférico...
de prato? de negro? de nuvem?
Porquê tal confusão?!
tal aparato?

3,

Confirmas a paragem que rei te fez,
Onde certa noite criado eras,
Conde t tornaste em tornado do espaço,
em fénix da vida, anjo e herói!
criatura benigna perseguida!

2,

Mas, que se afigura pois tão familiar?
Será fragância do mar?
Cantiga da Terra?
Sabor do ar?

1,

Agitação! Há movimento,
movimento vindo de barlavento!
Agora sei a razão de apenas eu ser senhor e Rei!
Desvendo o enigma, por fim...
Junto as peças do paradigma!

Quase,

Tamanha claridade ofusca-te a alma.
Panóplia de canções brota do teu ente,
Imediatemente o queres,
Agora que reajes sabes!
Sbes o quão dificil o é volver a receber!

Querer e não poder,

Agaraste ao nada e do nada voas,
dirigindo-te ao epicentro do clarão.
Ao meio do barulho tão estridente!
Que te desperta da imaginação!

O regresso impossivel,

Abres levemente o olho pesado,
desta vez diferentes!
Desta vez apercebeste que o sentes!
Desta vez queres regressar!
Desta vez queres finalizar!
(o que ainda agora parecia começar)

0!

Foi-se... Tão bom... Tão belo....
Foi... Foi para todo o sempre...
A tua lua, o teu trono...
Quiçá talvez não... talvez até logo...
Quiçá talvez até ao próximo sono...

domingo, 9 de novembro de 2008

Re-Play

Crash upon the revealing darkness
which settles within.
Combustion of forever like a sin (like me).
Ice and cold i burn from the inside!

The flaming river,
Ever running, takes a twist...
Not one single drop left to clear the mist...
All... dried out...

A new beginning?
the dawn of a different era?
A yang chapter?

Pick up the feather,
write on the blank page facing the unrevealed future.
Peace this restless soul of mine,
brake the curve,
Force it into a line...

(Des)Equilibrio

Gota de àgua, Regresso do herói.
Boiando neste enorme rio qual vela queimando ao som deste longo pavio.
Eterno Carpe Diem, efémero arpoveitar do momento.
Ritmo urbano alterado, modificado conforme costume mudano da criatura, ora festa, ora destruição, ora besta, ora paixão...

A mim mesmo, a paciência de outros que escolhem nesta demanda embarcar, navegar e partir para longe... para fora da rotina de sempre, dia após noite, experiência da vivência...

Conflito! derivante de convivência, boa ou má, Yin ou Yang!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ano e pouco atrás.... (V)

Abrem-se as portas ao infinito,
Esperança dá-te asas.
A este sentir há quem ache bonito,
Pois com asas o sentir secreto faz-te imaginar e voar!

"Será que é agora?"
Tamanha afluência de vida faz pensar,
Pensar que és único, diferente....
Alguém, igual a tantos outros, estranho a muitos!

Adrenalina que te consome,
Adrenalina que tudo transforme!
Em Zeus! Em Deus!

Escala ao Olimpo com total clareza e ficar com a certeza do presente para o futuro!
Enfrentar o escuro e andar, correr até á luz!

Aí permanecer, calmo e sereno....
São um todo... em pleno planalto que se mostra montanha abismal sem pico... sem final...

Ano e pouco atrás.... (IV)

Nirvana

Desilusão neste vasto profundo,
amargura de pensar.
Quero ser monge da vida,
ser nirvana neste mundo!

Regurgitar tamanhos sentimentos,
transplanta-los para outro alguém,
Alguém que opte por ninguém,
relaxar o muros do pensamentos.

Como pedra frio e sereno.
Acalmar o fogo, a combustão,
Sentir tudo sem paixão.

Tornar-me espectro, fantasma, miragem no espelho.
Concluir o hino acabado, fechar o capitulo do caminho traçado!

Ser oco por dentro! Serrar as vávulas do coração!
Anseio ser monge do meu ser, anseio ter a alma e o poder.
Tal perfeição encontrar sem por mais tempo divagar!
Fechar o ciclo, ser nirvana o meu veículo!

Ano e pouco atrás.... (III)

Ilusão do momento, Confusão do sentimento!

Neste clamor que chama por mim,
Que quer gritar e correr.
Revoltar-se assim!
Âmago que é o meu ser!

Desejo saber respostas,
Através do vocabulário diminuto da minha pessoa,
Neste envólcro onde a vida ecoa.

Dar enfâse a coisa alguma,
Enfretar tudo directamente.
Sem pedras, calhaus pelo caminho,
Tudo tão real! Tudo tão simplesmente!

Vislumbrar esta chama que arde nas profundezas,
Recantos inexplorados que se partilha com ninguém.
Observando a vastidão do mar.
Quero ser um dia merecedor,
Caminhar, sem nele naufragar!

Turbilhão no pensamento,
Emaranhal no sentimento.
Sinto o rufar, o ardor, a paixão!
SInto o calor gritando do coração!

E quando finalmente respostas penso descobrir,
Retoma tudo ao final do inicio, ao inicio do final,
Confusão!