terça-feira, 15 de junho de 2010

Não é poema... não é lirica... somente um devaneio

Hoje acordei com um sorriso... um sorriso estranho de uma paz interior...um enorme paz interior...

faz-me lembrar o passado...

São momentos como este em que o grilo me obriga a gritar "Obrigado... a ti, a tu também... e a mim"...

Engraçado são as coicidências da vida...
Engraçado é este viver tremido...
Engraçado quando a falácia é pura verdade..

Engraçado viver o agora e o momento...

È bom... e por isso sorrio em paz..... =)

terça-feira, 1 de junho de 2010

eu fui...eu sou... eu serei

Sou eu... só e apenas eu...
Sou mar, da musica a nota, do tambor o rufar!
Sou luz, sou cinzento, da vela o fogo, alento a chama...

Sou ar, sou gaivota, águia, gaivão, sou liberdade, algo tipico da idade...
Sou jovem, sou correr, sou imagem sinistra, tenebrosa (a meu ver)

Sou comum raro, sou noite e dia, sou cantiga, sou brincadeira, sem nunca conseguir o q queria...

sou....alguem

terça-feira, 4 de maio de 2010

Dia Mau

"Não quis guardá-lo para mim
E com a dimensão da dor
Legitimar o fim
Eu dei
Mas foi para mostrar
Não havendo amor de volta
Nada impede a fonte de secar
Mas tanto pior
E quem sou eu para te ensinar agora
A ver o lado claro de um dia mau
Eu sei
A tua vida foi
Marcada pela dor de não saber aonde dói
Mas vendo bem
Não houve à luz do dia
Quem não tenha provado
O travo amargo da melancolia
E então rapaz,
Então porquê a raiva se a culpa não é minha
Serão efeitos secundários da poesia
Mas para quê gastar o meu tempo
A ver se aperto a tua mão
Eu tenho andado a pensar em nós
Já que os teus pés não descolam do chão
Dizes que eu dou só por gostar
Pois vou dar-te a provar
O travo amargo da solidão!
É só mais um dia mau."

By: Mafalda Mota (Ornatos Violeta)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Falácia do pecado

Crava-me tuas unhas infectadas!
cura-me doença com virus teu
Colhe pingo de sangue, doce, das veias maltradadas
lê-me a sentença de meu crime...
hoje fadista, hoje final de filme

Foram-se leguas de tanto pensar,
Em questoes da vida, em perguntas de morte
lubrificadas pelo errar de errar nest ciclone em meu mar
neste tornado de ma sorte...

amor... 1º no pódio
em 2º, semelhante....ódio

por isso confesso me poeta fatigado
por isso corro mais rapido e mais afastado (mais alterado)
do q nao e teu, do q nao te toca
quieto olho chave de tua porta.

Ignorando Eu, lanço-a fora,
embora eu voe em novo trajecto
pensando q não....
cravo vermelho deixa cicatriz em tao grandioso projecto
para sempre cravado em meu peito,
para sempre alterada palavra, riscado o dialecto
fina-se a canção, mostro-me imperfeito
restando para sempre amor, para sempre afecto...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Chaga

"Foi como entrar, foi como arder!
Para ti nem foi viver!
Foi mudar o mundo sem pensar em mim!

Mas o tempo até passou,
e és o que ele me ensinou:
uma chaga p'ra lembrar que há um fim!

Diz sem querer poupar meu corpo:
"Eu já não sei quem te abraçou."
Diz que eu não senti teu corpo sobre o meu!
Quando eu cair eu espero ao menos que olhes para trás!
Diz que nao te afastas de algo que é também teu!

Não vai haver um novo amor,
tao capaz e tao maior,
para mim será melhor assim!
Vê como eu quero e vou tentar,
sem matar o nosso amor,
não achar que o mundo é feito para nós...

Foi como entrar, foi como arder!
Para ti nem foi viver!
Foi mudar o mundo sem pensar em mim!

Mas o tempo até passou,
e és o que ele me ensinou:
uma chaga p'ra lembrar que há um fim!

Uma chaga p'ra lembrar que há um fim.."

By: Mafalta Mota (Ornatos Violeta)

thoughts

I know why you say its all fine
 i know why you scream while you drown yourself in cocktails and wine 

 i know why you appear to play fair and square
 i know why you play as if you just don't care
 I know why you just seem never to fall apart

i know why you believe the world is your stage, 
now beggining of the 3rd act 

 i know why you just cant take it anymore
 i know why you hide yourself, 
your emotion deep in your core... 

 Simply as i planned, 
you sink 
Just as i write you try, 
with the image to synch... 

just as i try to float, 
you write 
my sins 
carved deeply into my throat... 
Take the breath... 
take the smile... 
take the voice... away

segunda-feira, 29 de março de 2010

Flutuo....

Abro-me a Pandora!
Em teia pesado marfim,
Agarrome a poderosa esperanaça do amanha,
Sabendo querer por fim.

Encantome com espectro,
reflexo nu de coisa ruim.

Como garras em cetim,
estilhaçome em cores, cem sabores, mil flores!

Cheiro a cristalina graça arfando contudo,
mantendo firme pensamento aberto,
....da corrusão mudo....

Exasperando! medo de me largar,
sorrio num breve momento,
abrando o tempo, do transe a explosão....

pairo... sorrio...uma pena...a cascata....ora rio....ora oceano...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

.....

....e ardem... de icarus...as asas de cera....

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Regresso - Parte I

Volto ao baile de verão...
Á outrora doce canção.... embala-me levemente...
Espelha-se o desespero! Miro a ilusão...
Sendo cinza, apago a vela...envolve-me escuridão!
levitar, sem ninguem reparar, assim só, assim triste tristemente!

estremeço perante gigante vazio vislumbre da tela,
Ideias, esperança, pincel no chão, oco coração...
não escrevo, não pinto... soletro, rabisco, da verdade a solidão...

asas quebradas, afundo...
neste evareste, caminho carregando a canoa...
tropeço! caio pelo esquecimento do nada que sou, do tudo que o "eu" se provou...

de olhos molhados corro!
Pois em chuva ácida passo despercebido...
(e me queimo em poluição de mim para mim!)
como um qualquer ninguem.... exasperando uma luz no além...

rasgo, amachuco o papel de rabiscos, calco-o fundo...junto a tantos outros..
nenhum, nunca, jamais comunhão gémea alma...outrora....outrora quase que perfeito...
recuso destino certo! sabendo a partida o buraco em que caio na chegada!
sofro...sem chama...apagada

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Mais uns dias.... Menos umas noites

Agora a torre desaba,
perante um olhar revestido de gotas salgadas como o mar.

Agora a campainha toca,
soando o ultimo adeus.

Agora a gaivota entoa o canto noutro local,
noutra árvore, noutro pedestral.

Agora o lobo uiva á lua que se foi,
um hino triste e amargo,
um grito que aclama algo cujo nome é desconhecido.

O que chamar quando a ausência de nome torna tentativas em falhas?
Não deves mais chamar quando a chama que ardia tão selvagicamente se apaga....
lentamente...

Levando com ela o que outrora certeza de belo esplendor ser.
Deixando somente cinzas, restos intangiveis espostos em terreno aberto para todo mundo ver.
Restias de fuligem fingem a quem não conhece igual.
Mas igual torna-se em espectro diferente e diferente em espelho do estranho.

Agora a criatura parte em busca desse espelho do real...
Agora o barco parte, deixando um rasto de lodo e pensamentos intrisecos levados por uma quente brisa matinal....

domingo, 14 de dezembro de 2008

Visto ao espelho...

Ventos mirabolantes erguem-se contra ti,
Neste esquema mesquinho, vida...
Onde o tempo é dono e senhor...

Contratos aos quais este tempo não paga..
Penhor de reembolso falivel,
Ladrão de coração...
Restando apenas jackpot impossivel.
O qual raros são os que se atrevem nele arriscar.

Num oceano de piratas de engano onde traição é o prato do dia,
juntamente com uma pitada de mentira e desilusão,
o jogo tradicional...

Criada a própria ilusão navegas com 180 graus de erro...
Onde continuas para bem longe...
Onde patas enlameadas te arrastam para o fundo,
Onde a areia movediça na qual te enterras... é gerada comente por ti!

Fazes-te mal! A maior falha és tu!
Qual rochedo,
qual estátua tão pormenorizadamente talhada.
Onde algo tão simples como água instantes breves após penetrar quebra a mais dura das carapaças, agora inanimada...

Partido e espalhado pelo deserto encontram-se cinzas de alguém...

Esperar pelo dia em que chuva e sol que te façam uma noite regressar,
erguer e gritar à lua cheia (de desespero)
e aclamar para que tudo se possa maravilhar e enojar com o que te faz mover!
Com o que te faz viver!

A este arco-íris de lágrimas,
a este espectro de promessas poucos são os que optam por seguir
e descobrir que no fim apenas se encontra algo de sublimes intenções...
E descobrir aqela coloração tão magnifica que se estende pelas longas planicies do caracter que pensas todo o dia reconhecer... toda a noite ver...

O azul...

Falhaste o momento,
(Agora cai no infinito buraco do esquecimento!
Agora...Aguento!)
Epifania que surge tarde de mais...

Aquela melodiosa voz que te ecoa no tímpano?
Aquela que deixaste escoar pelo cano temporal,
qual fumo que se dissolve céu acima,
qual engodo que te leva em direcção ao anzol...
o qual mordes sabendo que com efémera felicidade vem eterna e obscura realidade!

domingo, 7 de dezembro de 2008

"Entre-linhas"

Não compreendo... o que "te" faz tão falsamente sorrir...

Há muito que deixei de perceber... como "alguém" te mente "sem querer"

Não percebo... como "és" assim só porque "alguém" o deseja

Não entendo... o que "te" leva a continuar com essa palavra vazia e oca na boca

Não quero saber... aquilo que "te" impele a tal

Tenho raiva de quem saiba... o que "te" faz pensar que a "eles" não és igual

Vou fugir... da "tua" vida estereotipada de ilusões

Vou escapar... a essas confusões de barões de que "é bom e giro e tá na moda ser assim... porque sim... porque ele assim o é..."

Foge antes "tu"... (eu já cá estava e não vou mudar)... a essa visão "altruísta" de vida que apelidas de magnifica utopia...

Há muito que me escapuli... Quero apenas e só a Minha vida sombria e fria... quente e confortável... minha e "Só" minha... Não essa suposta fuinha amigavel!

Não quero...
Não mais saber...
O porquê destas questões...
O porquê de "todos" pregarem a mesma cantiga e criticarem "quem" dessa teia se tenta soltar e gritar!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Perdido

Olhar no espelho
E descobrir quem é essa pessoa nova no otro lado...

Olhar no espelho
E não saber quem sou...

Olhar no espelho
E reparar cada parte de mim que se esvanesseu... bocado a bocado...

Olhar no espelho
E sentir tanta mudança "Para onde será que esse alguem voo?"...

Olhar no espelho
E ver miragem de outrora...

Olhar no espelho
E reparar que esse ente querido está ferido e perdido...

Olhar no espelho
E sentir-me levar pela brisa carregada de falsidade

Olhar no espelho
E sentir o poder da sociedade mudana arpoveitar-se de mim....

Esse olhar no espelho....
Foi-se! quem será que o apagou?